WTCC – Entrevista CIVR com José Maria Lopez: “Vila Real tem de ser tratada com muito respeito”

entrevista a José María López

Pechito Lopez tem sido mais uma vez o nome em destaque no WTCC. O bi-campeão do mundo de turismos lidera o campeonato e está agora com uma margem confortável no campeonato. Indiscutivelmente um dos melhores pilotos do grid do campeonato, o argentino aceitou responder a algumas das nossas perguntas. Eis o resultado da entrevista:

 

Qual é a sua avaliação sobre o início da época? Está contente com a sua performance?

Quando se começa uma época temos sempre as nossas expectativas e os nossos objectivos. Sabíamos que ia ser mais difícil, o que se confirmou, principalmente devido ao lastro que carregamos e porque os adversários estão também mais fortes, mas avaliando as minhas 5 primeiras corridas, penso que tem sido o meu melhor ano em termos de pontos e vitórias e admito que estou surpreendido, pois é o ano que temos menos vantagem em relação aos adversários. Não tenho cometido erros e consegui uma boa vantagem pontual que nesta fase é muito importante.

 

É diferente conduzir o carro com os 80kg de lastro? Teve de alterar o seu estilo de condução para se adaptar a esta nova realidade?

O peso extra mudou de facto o comportamento do carro mas todos os anos o carro muda um pouco com as evoluções e temos de nos adaptar a isso. O peso afectou o carro, se calhar até a meu favor, pois o carro está ligeiramente mais estável, embora com alguma sub-viragem, mas sim notei a diferença, mas qualquer piloto tem de se adaptar a essas mudanças.

 

Este é o último ano da Citroën no WTCC. Quais são os seus planos para o futuro? Pondera ficar como privado no WTCC?

Estar no WTCC como privado é uma das últimas opções, depois de estar numa equipa com a dimensão da Citroën. O meu objectivo é permanecer numa equipa oficial. É ainda muito cedo para falar disso. O WTCC foi o campeonato que me abriu as portas, mas um piloto de competição tem de ter uma mentalidade aberta e estou receptivo a mudanças no futuro, mas por enquanto estou completamente focado na minha época no WTCC.

foto: Citroën Racing
foto: Citroën Racing

Qual é sua pista preferida do calendário do WTCC?

Nurburgring Nordshleife, porque é uma pista fantástica. Quando pilotava um F1 as pessoas costumavam perguntar-me o que sentia e é difícil de explicar. E em Nordshleife é exactamente a mesma coisa… é difícil de explicar o porque de gostar da pista e só quem lá esteve consegue entender. É algo de espantoso pilotar naquela pista que é única, se calhar a última daquele género. É por isso gosto muito da pista.  Há outras pistas de que gosto bastante como Vila Real, que é muito especial, pelas características que tem e que gosto muito.

 

Gostou de pilotar em Vila Real  no ano passado?

Gostei da pista. Não porque ganhei, pois isso seria fácil de dizer, mas encaro os circuitos citadinos com muito respeito e penso que Vila Real tem de ser tratada dessa forma pois é uma pista perigosa, especialmente aquela curva  muito rápida à esquerda. Mas é uma boa pista até pela atmosfera que se vive lá e pela meteorologia que tivemos no ano passado.

 

Disse no inicio do ano que gostaria de competir em LeMans. Há alguns planos para que isso aconteça?

Para este ano não, pois estando envolvido no WTCC é complicado de arranjar um assento para uma única corrida, mas sim é uma das coisas que gostaria de fazer no futuro, mas não há nada de concreto para já.

Foto in: lavozdelinterior.com.ar
Foto in: lavozdelinterior.com.ar

Qual foi o maior rival que encontro em pista no WTCC?

O maior rival tem sido o Yvan. É um grande piloto! O Seb (Loeb) também foi  um dos que mais me marcou. Ambos tiveram o mesmo carro que eu, aprendi muito com eles e tem sido uma competição muito renhida dentro da equipa. Mas coloco o Yvan como o adversário mais difícil, embora haja outros também que são muito complicados como o Huff, o Monteiro e Michelisz. Penso que nos últimos anos o nível dos pilotos no WTCC melhorou e penso que temos neste momento temos um grid recheado de bons pilotos.

Já falta muito pouco para vermos de novo o campeão argentino em acção na pista de Vila Real. O piloto foi um dos que mais se destacou no ano passado pela simplicidade e simpatia e a classe que tem dentro de pista reflecte a classe que mostra fora dela. É um privilégio receber um piloto desta qualidade na nossa cidade.

Agradecemos ao Pechito pelo tempo que nos concedeu e ao Jerome Roussel que nos ajudou a chegar ao piloto.

Chicane Motores para o CIVR

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