ETCC – Balanço de final de época (Parte I)

Terminou a época 2016 do ETCC. O europeu de turismos FIA, com 6 provas no seu calendário foi disputado até a última corrida e a vitória sorriu ao suíço Kris Richard da Rikli Motorsport, depois de uma luta muito renhida com Petr Fulin da Krenek Motorsport.

O ano começou com grandes novidades no Europeu de turismos. Os TC2 (os carros que eram usados no WTCC antes da revisão dos regulamentos em 2014) estavam a ficar ultrapassados e o sucesso crescente dos TCR levou a que a FIA e a Eurosport fizessem uma uniformização, de forma a que o ETCC permitisse a entrada de novos valores de forma mais fácil e ao mesmo tempo permitisse corridas interessantes com carros mais recentes. Assim, a categoria principal do ETCC reuniu os TC2 e os TC2T (que não deverão rodar muito mais tempo, estando prevista a sua saída de cena para breve) e os novos TCN2 (os tão falados tcr). A classe Super 1600 manteve-se.

No final de 2015, a FIA finalizou os regulamentos dos TCN, que não são nada mais que os turismos que serão usados nas competições nacionais, com base nos novos TCR, que têm surgido em grande força. Foram criadas duas classes chamadas TCN1 e TCN2, ambas abaixo dos TC1 Super 2000 (conhecidos como WTCC). Os TCN1 são os carros do BTCC e os TCN2 são os carros que por exemplo são usados no nacional de velocidade em Portugal este ano e que são usados nos vários campeonatos TCR. Isto permite que quem adquira estes carros possa também participar em provas internacionais, sem ter de mudar de carro, valorizando o investimento feito na máquina. O mesmo carro poderá competir nos nacionais de turismo de cada país e também no ETCC, tal como no TCR.

Também os prémios foram melhorados com a Eurosport a ter o cuidado de aumentar os prémios de forma a aliciar mais os pilotos.

Este ano tivemos no ETCC uma armada de SEAT Leon e apenas 2 Civic´s TCR. A SEAT, com uma vasta experiência neste tipo de competição, oferece todas as condições para que os pilotos tenham uma máquina capaz em todas as pistas, mas diz quem sabe que os Hondas, embora mais complicados de afinar, são máquinas ainda melhores desde que trabalhadas de forma correcta.

2016 também tinha uma novidade na lista de inscritos. Fábio Mota, piloto de Vila Nova de Gaia foi uma das novidades do campeonato. Competindo pela Lema Racing, Mota fez o campeonato completo, naquela que foi a sua estreia num campeonato internacional FIA ao volante de um Leon Cup Racer.

A primeira ronda, no circuito francês de Paul Ricard sorriu a Petr Fulin, um dos favoritos ao título, com duas vitórias e um fim de semana dominante. Peter Rikli foi o segundo piloto a conquistar mais pontos e Nagy da Zengo Motorsport  também mostrou um bom andamento. Quanto a Fábio Mota, em fase de adaptação, conquistou um 9º lugar na primeira  corrida e foi obrigado a abandonar na segunda devido a um toque com Richard.

 

A segunda jornada levou a caravana do ETCC à Eslováquia e aí tivemos ainda mais motivos de orgulho. Numa pista onde os Honda dominaram por completo, com duas vitórias para Kris Richard, Fábio Mota deu nas vistas com um pódio na corrida 1 e um 5º lugar na corrida 2. A vantagem dos Civic no traçado eslovaco foi por demais evidente e ter conseguido ser o melhor entre os Seat na corrida 1 foi motivo de grande alegria para Mota.

O 3º fim de semana  teve como palco o temível traçado de Nurburgring-Nordsheleife. Apenas 3 voltas ao interminável traçado pôs à prova os pilotos e as máquinas. Petr Fulin foi o vencedor na corrida 1, seguido de Richard em 2º, numa luta que começava a tornar-se muito interessante. Na corrida dois foi Richard a vencer com Fulin a subir à 3ª posição.  Fábio Mota foi 7º na corrida 1 e foi desclassificado na corrida 2 depois do seu carro ter apresentado um peso inferior ao regulamentado na pesagem final. Uma pena pois o português liderou a corridas durante 2 voltas, mas nas ultimas não teve máquina para segurar os pilotos das equipas maiores, tendo terminado a corrida em 4º antes da desclassificação.

 

O 4º fim de semana do ETCC  realizado no circuito citadino de Vila Real. Para a ronda portuguesa havia uma novidade. O piloto Manuel Pedro Fernandes estava na lista de inscritos para a prova, apoiado pela Speedy Motorsport. Manuel Pedro era o piloto “da casa”, conhecendo a pista da sua cidade como a palma das suas mãos e com uma enorme vontade de vencer uma prova internacional, levando o nome Manuel Fernandes de novo à ribalta internacional. Usando uma postura sempre muito contida e recusando por completo o rotulo de favorito, o piloto encarou a prova com a ambição de fazer o melhor possivel sem estabelecer metas. No entanto Manuel Fernandes foi o grande dominador do fim de semana. Foi sistematicamente o mais rápido em pista tendo apenas um homem a conseguir fazer frente ao seu andamento… Fábio Mota. A experiência num traçado tão exigente era importante e os dois portugueses conheciam bem as dificuldades da pista vilarealense. No entanto o azar bateu à porta de Mota, que teve uma falha de travões na qualificação e não pôde largar da posição que merecia. No final do dia de domingo, Manuel Fernandes foi o grande vencedor, ficando em primeiro na corrida 1, depois de uma luta tremenda com Nagy e foi segundo na corrida 2, logo atrás de Richard (que ficou muito surpreendido com o ritmo do português), para desagrado de Fulin. Fábio Mota foi o grande guerreiro. Arriscou tudo na corrida 1 na tentativa de subir ao pódio mas a sorte nada quis com ele. Bateu novamente e depois de uma reconstrução milagrosa por parte da equipa, foi novamente para a pista e conseguiu um 4º lugar.

 

A penúltima ronda do ETCC teve novamente o foco na luta entre os dois grandes candidatos ao título. Fulin e Richard voltaram novamente a ser os mais fortes, com mais uma vitória para cada um e a decisão do titulo a ser adiada para Imola. Destaques para a boa estreia de Pierre-Etienne Chaumat que deu nas vistas no traçado francês. A sorte voltou a não querer nada com Fábio Mota. Se na corrida 1 conseguiu o 6º lugar, na corrida 2, depois de ter segurado de forma espantosa os carros mais rápidos foi atirado para fora de pista por Lalusic deitando por terra o esforço do português.

 

A última jornada do campeonato europeu de turismos decidia tudo no que ao vencedor do campeonato. Fulin e Richard estavam na luta e os dois pódios de Richard foram suficientes para levar a melhor sobre Fulin que venceu a corrida 2. Ambos os pilotos acabaram com 109 pontos e 5 vitórias cada mas o suíço conseguiu mais um 2º lugar (3) do que o checo o que fez a balança pender para o piloto da Rikli.

Em Super 1600 o grande vencedor foi Niklas Mackschin, com 8 vitórias no seu currículo e uma vantagem enorme para o segundo classificado Andreas Rinke. Kevin Hilgenhovel fechou um pódio final 100% germânico.

Continua

Fábio Mendes

Chicane Motores para o CIVR

 

 

 

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