ETCC – Balanço de final de época (Parte II)

Depois de termos resumido a época do ETCC, seguimos com a 2ª parte do balanço da época 2016.

Destaques de 2016

Kris Richard: O campeão tinha de ter o devido destaque. O suíço aliou rapidez à regularidade e levou a melhor sobre o grande favorito Fulin. 5 vitórias em 12 corridas é considerável , num campeonato que viu apenas 4 vencedores diferentes. Richard foi o justo vencedor até pela postura que demonstrou em todas as provas. Pelo que nos foi possível ver em Vila Real tem uma abordagem muito positiva o que se louva num ambiente que nem sempre é o mais propicio a isso. Ainda teve uns problemas ao longo da época com o seu companheiro e chefe de equipa Peter Rikli mas tudo foi ultrapassado e o sucesso bateu à porta do piloto suíço.

Petr Fulin: Deu luta até ao final mas o título escapou-lhe entre os dedos. É muito competitivo e não tem medo de ser agressivo tanto dentro como fora de pista para atingir os seus objectivos. É uma postura que divide opiniões mas que muitas vezes caracteriza os melhores.

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Norbert Nagy: O vencedor da medalha de bronze fez também um excelente campeonato e mostrou potencial para vir a dar cartas no mundo dos turismos. A Zengo já nos habituou a trazer bons valores húngaros para as pistas e Nagy parece ser um bom exemplo disso. Veremos se a sua evolução o confirma.

 

Fábio Mota: Vou ser muito sincero: a primeira vez que reparei no Fábio Mota foi em Vila Real 2015 quando se apresentou com o animal do Megane Trophy. Na altura não deu muito nas vistas e o carro também não permitia grandes veleidades dada a especificidade da pista. No entanto 2016 trouxe o ETCC a Vila Real e tivemos a sorte de falar com o Fábio várias vezes. O que nos espantou mais foi o à vontade com que sempre nos recebeu e a forma espectacular com que lidou connosco. Mas o Fábio não é apenas um “tipo porreiro”… É bravo! Aquilo que ele fez em Vila Real mostrou que o lastro do Leon estava todo entre as pernas do piloto. Ficar sem travões depois da descida de Mateus deixaria qualquer um em “Alerta Castanho” no mínimo. Muito deixariam de ter vontade de entrar no carro sequer. E depois desse golpe, ter ainda o azar de ver o carro fugir de frente na zona suja da pista quando teve finalmente a oportunidade de passar o adversário para o pódio… a mim pessoalmente deixava-me de rastos com um “F” dos grandes. Mas ainda assim não virou a cara à luta,  esperou pacientemente que os mecânicos reparassem o carro, foi para a pista e conseguiu fazer uma excelente corrida num Leon afinado “a olho” (mentira, nem tempo houve de afinar o carro). Pela prestação em Vila Real, Fábio Mota conquistou-nos. Pela prestação no ETCC sabemos que se tiver meios para isso, irá dar na boca à concorrência. Foi uma das boas surpresas do ano 2016 para nós e está de parabéns pelo que conseguiu. Esperamos sinceramente que tenha os meios para repetir a sua aventura no ETCC, pois tem claramente valor para vencer na categoria.

 

Manuel Pedro Fernandes: A forma tímida como fala e a maneira como evita as luzes da ribalta contrastam em muito com a postura do “piloto de competição”. Manuel Pedro tem um nome pesado, do qual se orgulha é certo mas que poderia dar-lhe uns laivos de arrogância. Nada mais longe da verdade, pois é uma pessoa acessível, simples, com quem temos sempre um gosto tremendo em falar. Quando fazíamos a antevisão do ETCC com ele, a forma como colocou água na fervura das expectativas poderia até gerar alguma desconfiança. As dúvidas ficaram desfeitas logo nas primeiras sessões de treinos onde meteu toda a gente no bolso… menos o Fábio Mota, o único que tinha argumentos para ele. E em corrida foi um regalo de ver: Teve uma postura agressiva, fez a cabeça em água ao Nagy que ainda hoje deve verter uma lágrima quando se lembra da corrida 1 em Vila Real, tal foi a forma como esteve sempre pressionado. Atacou por todo o lado, foi rápido, foi consistente e apenas errou um par de vezes sem consequências de maior. Deu uma grande dor de barriga a Fulin, que do nada mostrou animosidade para o piloto português, que fez questão de lhe encomendar uma caixa de anti-ácidos em pista, com uma prestação excelente em ambas as corridas. Dá vontade de perguntar porque razão o Manuel Pedro Fernandes anda a gastar o seu valioso kit de unhas nos Abarth quando um campeonato de turismos é o mais indicado. Ele insiste que já não tem vida para as corridas e que tem de tratar dos seus negócios e da família. É uma pena que pense assim, pois temos a certeza que iria dar cartas no ETCC. O seu nome esse já está cravado na história da competição.

 

 

Manuel Pedro Fernandes:

“Estou mesmo muito feliz. Estes três últimos anos foram generosos para mim no que à competição diz respeito. Em 2014, sem qualquer tipo de preparação, venci nos Abarth e no CNV em Vila Real. Em 2015, após ter falhado a presença no WTCC, consegui sagrar-me vencedor absoluto do Troféu nacional Abarth 500 Portugal, onde disputei algumas e venci algumas provas realizadas for a do país, que integravam o calendário da época.

Obtive aqui a motivação necessária para aceitar um convite da V-Action Racing Team para disputar, agora em 2016, o Troféu Abarth Selénia Europa, o qual acabei por vencer também. Além disto, o feito de conseguir vencer uma prova do ETCC em casa, no meu circuito, com um carro no qual nunca tinha tido qualquer experiência de condução, é algo que quero guardar para sempre na minha memória. Foi um fim de semana perfeito, esse de Vila Real. Todas estas conquistas têm algo de especial. São diferentes, mas cada uma vale muito por si só. Sinto-me mesmo completo e, como é natural, gostaria de aproveitar para estender um agradecimento enorme a todos os que de uma maneira direta ou indireta me acompanharam nestas jornadas – que foram árduas – e todo o apoio que fui recebendo durante todo este tempo.”

Fábio Mendes

 

Chicane Motores para o CIVR

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